quinta-feira, 2 de junho de 2011

As Tendências Pedagógicas Progressista

Tendências pedagógicas progressistas

Segundo Luckesi (2005), a pedagogia progressista parte de uma análise crítica das realidades sociais. Postulam a compreensão da educação a partir de seus condicionantes sociais (SAVIANI, 1988). A pedagogia progressista pode ser vista através de três tendências: (i) a libertadora; (ii) a libertária e (iii) a crítico-social dos conteúdos.
Dado as suas características, na tendência libertária e crítico-social, como a autogestão pedagógica e a proposta de síntese superadora das pedagogias tradicional e renovada com objetivo de efetivar a participação dos alunos em lutas sociais, respectivamente, os autores entendem serem modalidades fora do contexto do campo de análise deste trabalho, assim, concentrando-se apenas na avaliação da tendência libertadora.

5. TENDÊNCIA PROGRESSISTA LIBERTADORA
Esta tendência propõe questionar a realidade das relações sociais e políticas através de temas geradores, não de conteúdos sistematizados. Surge como um contraponto as posturas liberais, tradicional e renovada, que são vistas como domesticadoras, principalmente, no sentido da transformação social (LUCKESI, 2005). Segundo Libâneo (1994), é uma corrente voltada para trabalhar com grupos sociais.
Os métodos aplicados em sala de aula convergem para grupos de discussão. A estes grupos cabem autogerir seu processo de aprendizagem, determinando o conteúdo e a dinâmica das atividades. Pode-se dizer que a relação entre docente e discente é horizontal (de igual para igual) e baseada no diálogo. O processo de aprendizagem está baseado na resolução de situações problemáticas. Dispensam-se programas educacionais previamente estruturados, trabalhos escritos, aulas expositivas e provas, por exemplo. Admite-se a avaliação subjetiva baseada nas práticas vivenciadas ao longo do processo de educação (LUCKESI, 2005).

Um comentário:

  1. É um tanto marxista e comunista essa tendência, uma vez que privilegia somente grupos específicos dentro de determinada área social. Na verdade, não me parece algo que vá gerar uma educação plena. A luta de classes já se faz presente no cotidiano do homem. Ele precisa entender como se gera a luta, porque existe a luta, estando de fora da mesma. Uma vez dentro dela, não é possível ver mais nada. Todo o homem deve ser observador daquilo que está ao seu redor e não ter que experimentar para poder dizer se é bom ou não. O estudo, programas educacionais (previamente) estruturados, etc, fazem parte da vida escolar do aluno. Estamos diante de uma desigualdade, porque para existir esta tendência alguém teve que estudar e ter a idéia de criá-la. Continua sendo uma minoria dominando uma maioria, e uma maioria que não terá direito ao estudo e à pesquisa, em si.
    Agradeço ao criador do blog, porque me ajudou a ver o assunto e entendê-lo um pouquinho mais.

    ResponderExcluir